quinta-feira, 22 de maio de 2014

Escrita criativa: Eu, o Cravo de Abril

Depois de ter analisado o texto Eu, o lápis azul, inserido na obra 7x 25 Histórias da liberdade de Margarida Fonseca Santos e Inês do Carmo, Ed. Gailivro, os alunos de quinto ano produziram, a partir de uma planificação e de fichas de apoio (alargamento lexical e conexão interfrásica), um texto relaionado com as comemorações dos 40 anos do 25 de Abril de 1974.




Eu, o Cravo de Abril

            Estou na Praça do Rossio, no dia 25 de abril de 1974. Sou um cravo vistoso e vivo. Sou cor de sangue, feliz com a vida, sempre que passam por mim, pegam-me e começam a cheirar-me.
             Veio uma revolução às ruas de Lisboa e, de repente, entra na florista da D. Maria, um soldado que lhe pede um cigarro. D. Maria, como não fumava, pegou em mim e deu-me ao soldado em vez de um cigarro.
             O soldado colocou-me no cano da sua arma e foi-se embora. Eu não sabia o que estava a acontecer mas deixei-me levar pela curiosidade.
            As outras pessoas, ao verem-me no cano de uma arma, foram buscar cravos – meus companheiros - para pôr ao peito e nos canos das espingardas dos militares.
             Na revolução, estavam todos a gritar “O povo, unido jamais será vencido!”, por vezes ouviam-se tiros, os tanques rachavam o chão das estradas e toda a gente estava com um sorriso posto na cara.
             Eu estava admirado e um pouco assustado com aquela multidão a gritar palavras de ordem.
            Foi por causa do povo e os soldados estarem connosco nos canos das armas e ao peito, que esta revolução ficou conhecida como a “Revolução dos Cravos" e foi assim que os cravos passaram a simbolizar a liberdade.
Diogo F., 5.º A

    

      
                                                                                 Eu, o Cravo de Abril                                             

            Vivo na banca da D. Florinda que se situa na Praça do Rossio.Tenho umas pétalas vistosas da cor do sangue, um caule fino, verde azulado e sou muito alegre.
Hoje, há uma revolta aqui na cidade: os soldados e os seus Capitães saíram dos seus quartéis. Na rádio, diziam que tinha havido uma revolução e pediam para as pessoas não saírem de casa.
Mesmo assim, o povo, todo contente, saiu à rua com comida para dar aos militares. Quando os lisboetas chegaram à praça, havia soldados em cima de “Chaimites”. Os repórteres da televisão e da rádio tinham acabado de chegar e estavam a entrevistar os capitães e soldados. O povo gritava:
             - O povo unido jamais será vencido!
            E cantava:
            - Não me obriguem a vir para a rua gritar!
            Então, os habitantes de Lisboa compraram vários cravos à D. Florinda e a outras floristas. Apenas eu fiquei na banca, juntamente com mais outros dois cravos.
D. Florinda pegou em dois companheiros meus e deu-os a dois capitães. Apenas fiquei, eu, na mão de Florinda. Mas ela encontrou-se com o capitão Salgueiro Maia e pôs-me na lapela da camisa dele. Ele sorriu, pois estava muito contente. Então, subiu para cima de um tanque de guerra e juntou-se aos camaradas deles.
Eles tinham ligado a Rádio Renascença que continuava a emitir as canções “E depois do Adeus” e“Grândola, Vila Morena”. O povo e os soldados cantavam alegremente, muitos até choravam de alegria.
Como todos portugueses festejaram a liberdade com cravos vermelhos na mão, a revolução ficou conhecida como “A Revolução dos Cravos”.                                                     

Inês R., 5.º A

  
 

Eu, o Cravo de Abril
Estou numa loja na praço do Rossio, ou melhor, numa florista. Sou um cravo vermelho. Também sou elegante, tal como as outras flores que aqui se encontram.
Durante a noite, acordei sobressaltado. A minha dona estava a ouvri a rádio. Estava a ser transmitida uma canção que repetia muitas vezez "Grândola, Vila Morena...", deve ser assim que se chama. Lembro-me que eram 00h e 19 m porque olhei para o relógio. 
Tentei voltar a dormir, mas, de novo, o barulho voltou. Destavez não foi o rádio. O barulho vinha da rua.Fiquei assustado, por momentos pensei que fosse o fim do mundo!
A minha dona foi para junto da porta, abriu-a e, aí, eu vi o que se passava. As pessoas estavam todas revoltadas, os soldados marchavam em direção ao Largo do Carmo onde diziam que estava escondido um homem importante.
De repente, a minha dona pegou em mim e nos outros cravos vermelhos e começou a distribuuir-nos pelas espingardas dos soldados. Fiquei cheio de medo. O que estava a acontecar? Mas esse medo desapareceu e comecei a sentir-me elegante e vistoso. Tinha uma visão espetacular da revolução. Até consegui ver uma criança a por um dos meus amigos numa espingarda. Essa imagem nunca irá sair da minha memória.
E assim aconteceu a Revolução dos Cravos, uma revolução pacífica que irá ficar na História durante anos e anos sem fim...
Beatriz S., 5.º B

Eu, o Cravo de Abril

   Vivo num restaurante que está a festejar o seu aniversário do primeiro aano de existência. Sou um cravo vermelho e elegante. Não me acho muito bonito, mas também não me acho muito feio.
   Os soldados avisaram por rádio que, hoje, o Povo não podia sair de casa. O dono do restaurante ouviu o pedido, fechou o restaurante e mandou as empregadas todas para casa. Uma funcionária chamada D. Celeste levou-me com outros cravos. Os soldados, quando passaram por D. Celeste, pararam e o capitão Salguerio Maia perguntou: 
   - O que está aqui a fazer? Tem algum cigarro que me possa dar?
   D. Celeste respondeu-lhe com alguma graça:
   -Não, não tenho nenhum cigarro e vou para casa. Tenho aqui um molho de cravos, aceita?
   Quando ouvi aquilo, fiquei triste porque estava há dois dias com D. Celeste e não a queria deixar.
   O capitão Maia aceitou e teve uma ideia:
   -Nós vamos para o Largo do Carmo e vou meter este cravo no cano da espingarda. Não é uma boa ideia?
   Os outros soldados responderam-lhe em coro:
   Achamos uma excelente ideia!
   Eu pensei "O que é eu vou fazer para um cano de espingarda?"
   Os soldados, quando colocaram os outros cravos nas suas armas, chegram ao largo e aprisionaram Marcelo Caetano.
   A Revolução estava completamente feita e, no dia seguinte, chamaram os soldados de "capitães de Abril" e eu, "Cravo de Abril", comecei a ser mais respeitado. Festejou-se a liberdade e a democracia.

Ivo F., 5.º B

 Eu, o Cravo de Abril
Era o dia 24 de abril de 1974. Nesse dia, um restaurante fazia um ano de existência e o patrão decidiu oferecer cravos à sua clientela. Logo a seguir, disse aos trabalhadores que nos levassem até a casa deles. Senti-me um pouco desconfortável, mas algo me dizia que tudo ia correr bem.
Uma dos trabablhadoras levava-me a mim e a outros cravos como eu. Ela chamava-se D. Celeste, uma senhora que, pelo menos, parecia ter bom coração.
Naquele momento em que estavamos prontinhos para conhecer um nova casa, decorar a mesa da sala onde toda a gente podia conviver e ver o bonito que sou, reparei que D. Celeste parou  quando viu um grupo de soldados. Notei que estava a acontecer algo de raro. Ouvi D. Celeste perguntar a um dos militares o que se estava a passar, fiquei confuso. Vi gente a aproximar-se e a pôr-se embicos de pés a tentar ver o que se passava. Que estranho era.
O militar respondeu "É uma revolução!". Foi aí que eu me queria mostrar importante, para que todos olhassem para mim. A seguir, o soldado pediu à D. Celeste um cigarro, ela como não tinha, ofereceu-me. Pensei primeiro que D. Celeste não queria que eu fosse com ela, mas depois fiquei contente de acompanhar os militares. Vi que os outros cravos estavam a imitar-me. Diverti-me com este dia que vai acontecer mais de um milhar de vezes!
Lara F., 5.º B


Eu, o Cravo de Abril

Eu sou um cravo muito vermelho da cor do sangue, sou elegante e humilde. Hoje, 24 de abril de 1974, aqui no restaurante “Franjinhas” as coisas estão muito confusas. O patrão do restaurante chamou todos os empregados e mandou-os embora, depois de ouvir um aviso na rádio, eu não sei bem porquê.
E como o patrão nos tinha comprado, nós, cravos vermelhos, para oferecer aos clientes e para não ficarmos a murchar, entregou-nos aos empregados.
Eu fui com a Dona Celeste e, quando saímos do restaurante, estava uma confusão: havia homens com armas ao peito, eu acho que se chamavam “soldados”. A Dona Celeste apressou-se a perguntar a um deles o que se estava a passar. O soldado disse-lhe que era uma revolução - não sei bem o que isso é ! -, mas a Dona Celeste ficou muito contente.
 O soldado perguntou-lhe se tinha um cigarro; ela respondeu-lhe que não tinha, mas de repente pegou em mim e deu-me àquele homem. Naquele momento, o soldado pegou em mim e pôs-me na sua espingarda. As pessoas começaram a imitar esse gesto e, por onde se passava, via-se cravos nas espingardas. É por isso que chamam à revolução do dia 25 de Abril de 1974, a “Revolução dos Cravos”.
Carina K., 5.º C

Eu, o Cravo de Abril


Eu sou um cravo de caule verde e pétalas vermelhas como sangue. Estava no dia 25 de abril de 1974, de manhã cedo, muito atento com o que se passava, no armazém do restaurante “Franjinhas” em Lisboa, quando uns empregados me foram buscar e puseram-me em cima de uma mesa num molho com outros cravos. Não muito tempo depois, começaram a chegar uns clientes e dois deles sentaram-se na mesa onde eu estava.
            O gerente do “Franjinhas” estava ao balcão a ouvir rádio, quando ficou muito nervoso e mandou a clientela embora, e disse aos empregados para levarem os ramalhetes de cravos com eles.       
            D. Celeste, uma empregada do restaurante, levou o molho onde eu estava, pô-lo no regaço e foi de metropolitano até à Praça do Rossio.
Quando lá chegamos, estava uma coluna de soldados com “Chaimites”. Fiquei muito curioso com o que se passava, tal como D. Celeste, que foi perguntar a um soldado o que estava a acontecer. O militar respondeu-lhe que se estava a dar uma revolução e pediu à D. Celeste um cigarro. Como ela não tinha nenhum cigarro, deu-lhe um cravo, sendo eu esse cravo.
O militar pegou em mim e pôs-me no cano da espingarda, eu estava com muito medo com o que ele me ia fazer, mas não me fez nada. Logo, outros soldados puseram cravos nas armas e o povo também estava com cravos na mão.
Um homem com um megafone, mais o povo, mandou a ditadura embora e as Forças Armadas anunciaram que já todos tinham liberdade, graças à Revolução dos Cravos, que acabou com a ditadura.
  
Gustavo L., 5.º C


Eu, o Cravo de Abril

            Eu era um simples cravo vermelho, com pétalas recortadas e estava no restaurante "Franjinhas" em Lisboa, no dia 25 de abril de 1974. Nesse dia, estava um pouco aborrecido, pois não estava a fazer nada.
            No restaurante, ouvia-se na rádio que a população tinha de ir para casa, porque algo perigoso estava a acontecer. Eu e outros cravos estávamos no balcão e o patrão distriubuiu-nos pelos empregados, pois o restaurante iria fechar.
            Eu fiquei muito curioso, pois fora do restaurante estavam uns homens de escuro que me metiam medo nos seus carros de combate. Celeste entregou-
-me a um soldado e eu fiquei cheio de medo, pois não sabia o que ele me iria fazer. O soldado pôs-me no cano da espingarda, comecei a olhar à volta e vi floristas a pegar em cravos e a pô-los nos canos das armas dos militares e ramalhetes, nos "Chaimites".
            Nesse dia, tornei-me uma flor muito importante: a minha cor rubra era a cor da vida e da liberdade e soube que, naquele dia, tinha acontecido uma revolução.
            A partir  daí, o dia 25 de Abril passou a chamar-se "Dia da Liberdade" para lembrar a Revolução dos Cravos. Desde essa data, a população portuguesa teve liberdade  de expressão e saiu da ditadura para a democracia, ou seja, chegou o "poder do povo".        
 Melissa D., 5.º C

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