quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Centenário do Armistício

Escrita criativa:

Senti tristeza quando ouvi os poemas sobre a guerra, sobre pessoas como nós que morreram.
Estes poemas surpreenderam-me porque falam de soldados mortos a tiro, mas ao mesmo tempo, falam dos campos, da natureza. Acho que os poetas querem passar uma mensagem: mesmo com a guerra e as mortes, as flores continuam a florescer e os pássaros a cantar porque a vida continua. Os poemas dizem que foi preciso lutar e ganhar essa guerra para chegar à paz.
Gustavo R, 5.º A

Na comemoração do Armistício, com a leitura de vários poemas pelos alunos de sexto ano,  recebemos papoilas vermelhas. Descobrimos que as as papoilas, no Reino Unido, simbolizam o sangue derramado pelos soldados britânicos e, em França, o sacrifício dos soldados é simbolizado pela flor centáurea-azul.
Os poemas faziam-me sentir triste, principalmente os das papoilas floridas nos campos de Flandres.
Gabriel P., 5.º A
O que mais me marcou nesta comemoração foi o significado das flores que representam uma homenagem aos soldados que perderam a vida nos terríveis combates dessa guerra. As flores deram origem a campanhas de solidariedade para os sobreviventes. O símbolo da papoila vermelha nasceu do poema Campo de Flandres.
Mónica G., 5.º A

Este dia do Armísticio tornou-se o dia de lembrança em homenagem aos soldados e sobreviventes da Grande Guerra.
Entre esses homens homenageados, fiquei a saber que o Soldado Milhões era um soldado português e chamava-se Aníbal Milhais. Este soldado foi o mais condecorado em Portugal, devido à sua grande coragem na Primeira Guerra Mundial.
Afonso V., 5.º A

Senti desgosto ao saber que nesta guerra muitas pessoas morreram, muitos jovens. 
Surpreendeu-me a forma terrível como os soldados combatiam nas trincheiras. Este dia do Armistício é um dia triste porque esta guerra durou muito tempo, quatro anos de 1914 a 1918!
Pedro D., 5.º A 

Comemoramos o Armistício de Compiègne, o tratado assinado entre os aliados e a Alemanha para por fim à Primeira Guerra Mundial. Fiquei impressionado e muito triste com o número de vítimas: mais de 20 milhões de mutilados e quase 10 milhões de soldados mortos!
Lucas D., 5.º A


quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Centenário do Armistício da 1.ª Guerra Mundial: comemorações

"Somente aqueles que nunca deram um tiro, nem ouviram os gritos e os gemidos dos feridos, é que clamam por sangue, vingança e mais desolação. A guerra é um inferno."
William Sherman


No dia 16 de novembro de 2018 , todos os alunos do 5, 6.º e 9.º anos e do 10.º A reuniram na BE para comemorar o Centenário do Armistício da 1.ª Guerra Mundial, com os seus professores de Português, Inglês, História, Espanhol, Ed. Visual e Cidadania. 
Alunos do 9.º ano declamaram em Inglês, com muita expressividade, o famoso poema Flanders Fields de John McCrae, no "campo de papoilas" que floresceu nos espaços da BE (também o voltaram a apresentar em diversas aulas).  
De seguida,  foi a vez dos alunos das turmas de 6.º ano que revelaram muito empenho, aplicação e sentido de responsabilidade na apresentação dos textos. Declamaram a versão traduzida pela escritora Inês Pedrosa do poema Flanders Fields,  Nos Campos da Flandres e apresentaram vários testemunhos desse terrível conflito. Foram apresentados citações e mensagens de personalidades, como o famoso escritor Thomas Mann, contra a guerra
Foram declamados poemas, como “Chuva em Ypres” de João Pedro Mésseder (Homenagem do poeta à cidade belga Ypres, situada na região de Flandres onde decorreram quatro batalhas que consumiram a vida de milhares de pessoas). Foram ainda lidas cartas enviadas por jovens soldados portugueses do CEP  para relembrar que a guerra é mesmo um inferno e nada tem de virtual!
Esta comemoração permitiu, a partir de várias atividades de diferentes literacias  (História - visionamento do filme "Soldado Milhões" e contextualização do conflito,  Inglês - Poppy Day e poema Flanders Fields , Português - cartas, poemas e debates-reflexão, Ed. Visual/EDV - Poppy Day), aos alunos de compreender as relações entre o passado e o presente, aos docentes de consolidar práticas de trabalho colaborativo e a articulação entre ciclos de ensino e, ainda, de promover parcerias e projetos com o meio envolvente (Câmara Municipal de Caminha, Museu Municipal de Caminha...), e sobretudo, realçar a importância de princípios e valores fundamentais como a tolerância, o respeito pela diferença e a paz.


terça-feira, 20 de novembro de 2018

Centenário do Armistício - 100 Years of Remembering WWI



Após o fim da Primeira Guerra Mundial, o Rei George V declarou que o dia 11 de novembro seria dedicado à lembrança daqueles que morreram na Grande Guerra e, desde então, o Remembrance Day ou Armistice Day é comemorado no Reino Unido e nos outros países da Commonwealth (Canadá, Austrália, Índia, África do Sul...). A papoila tornou-se o símbolo desse dia.
Nos campos das terríveis batalhas de Flandres (em França e na Bélgica) as sementes de papoila, há muito adormecidas, floresceram no chão como nunca. Este fenómeno inspirou o médico militar canadiano John McCrae a escrever o seu famoso poema In Flanders Fields, no qual a papoila, com o seu vermelho vivo, simboliza os nossos mortos de guerra.

We Will Remember Them!

Os alunos de 6.º e 9.º anos participaram na comemoração do Remembrance Day ou Poppy Day com os seus professores de Inglês e de Português. Um grupo de alunos do 9.º ano, a Ana, o Guilherme, a Maria e a Sofia apresentaram com muita expressividade, a todos os seus colegas e docentes do 2.º ciclo e  9.º ano o famoso poema de John McCrae, no "campo de papoilas" da BE e nas aulas de História, Ed. Visual e Cidadania.

In Flanders fields 
 
In Flanders fields the poppies blow
Between the crosses, row on row,
That mark our place; and in the sky
The larks, still brav
ely singing, fly
Scarce heard amid the guns below.


We are the Dead. Short days ago
We lived, felt dawn, saw sunset glow,
Loved and were loved, and now we lie
In Flanders fields.


Take up our quarrel with the foe:
To you from failing hands we throw
The torch; be yours to hold it high.
If ye break faith with us who die
We shall not sleep, though poppies grow
In Flanders fields.




segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Centenário do Armistício da Primeira Guerra Mundial: Soldado Milhões

 

No âmbito das celebrações do Centenário do Armistício da Grande Guerra e em parceria com a Câmara Municipal, todas as turmas do 9º ano e do ensino secundário das EBS do Agrupamento assistiram, primeiro, ao trailer (produzido pelo município) que honra os militares do concelho que estiveram na Primeira Guerra Mundial e, de seguida, ao visionamento do filme "Soldado Milhões" de Gonçalo Galvão Teles e Jorge Paixão da Costa, no Cineteatro dos Bombeiros de Vila Praia de Âncora. Muitos alunos ficaram muito bem  impressionados com a qualidade do filme e o bom desempenho dos atores.
Sinopse do filme:
Como tantos outros portugueses, Aníbal Augusto Milhais foi enviado como soldado para Flandres (Bélgica) durante a Primeira Grande Guerra. Na madrugada de 9 de Abril de 1918, dezenas de divisões alemãs irromperam pelo sector defendido pela segunda divisão do Corpo Expedicionário Português (CEP). Em poucas horas, naquela que ficaria conhecida como Batalha de La Lys, perderam-se mais de 7.500 homens. Contrariando ordens superiores e armado apenas com uma metralhadora Lewis, Milhais enfrentou sozinho sucessivas ofensivas alemãs, garantindo a retirada de vários companheiros. Pela coragem demonstrada no campo de batalha, foi premiado com a mais alta honraria nacional: a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito. A 5 de Julho de 1924, o Parlamento alterou o nome da povoação de Valongo, a sua aldeia natal, no distrito de Vila Real, para Valongo de Milhais, em sua honra. No ano em que se assinala o centenário do fim da Primeira Grande Guerra (1914-1918), acompanhamos o percurso do soldado que "se chamava Milhais, mas valia milhões", através de vários relatos e de uma intensa pesquisa documental.
Para mais informações sobre o filme, consultar:

Centenário do Armistício da Primeira Guerra Mundial

"A Câmara Municipal de Caminha e o Agrupamento de Escolas Sidónio Pais vão homenagear os combatentes caminhenses da Primeira Grande Guerra, numa cerimónia que terá lugar sábado, dia 17, a partir das 10H00. A Homenagem aos Mortos da Grande Guerra integra o programa do evento “Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais”, que está a ser promovido em Caminha até 14 de dezembro.
Do Armistício da Grande Guerra ao Assassinato de Sidónio Pais” tem como objetivo assinalar dois factos históricos, o Armistício e o Assassinato de Sidónio Pais, avaliando o impacto que ambos tiveram no Município.
A cerimónia Homenagem aos Mortos da Grande Guerra inicia com a inauguração do futuro “Largo dos Combatentes”, em pleno Centro histórico de Caminha, pelas 10H00, seguida da inauguração da mostra bibliográfica ‘A Livraria do Coronel Júlio Torres’ e da exposição “Da Batalha de La  Lys ao Armistício” (...)

Para saber mais, consultar a página:
 Comemorações do Centenário do Armistício da Primeira Guerra Mundial


As cerimónias públicas decorrem entre 9 de novembro e 14 de dezembro de 2018 com a participação dos alunos das EBS doAgrupamento.


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

As três abóboras: apreciações críticas

 Dramatização de As três abóboras de António Torrado: apreciação global:


Gostei da história porque fala do campo e dos tempos passados, como era difícil viver naquela época. A minha personagem preferida é o camponês porque tem a ver com a minha família. Mostra como é cansativo trabalhar no campo, é preciso muita dedicação e tempo!
                                                                                       Joana G., 6.º A
Esta história é interessante e foi contada com sentido de humor e, por isso, tornou-a mais divertida.
Gredinmar A. , 6.º A

Gostei da história porque tem uma moral: quem trabalha imenso na terra, ou em outra coisa, tem direito recompensas. A minha personagem preferida é o camponês porque é uma pessoa generosa.
João L., 6.º A

Esta história foi muita adequada a esta altura do outono e mostra que todos vamos ser recompensados pelo trabalho que fazemos, como aconteceu com o camponês. que se mostrou também generoso e carinhoso com o mendigo. O que mais me impressionou foi a  representação da história pelos meus colegas, como a expressividade deles e a facilidade que tiveram em decorar todas as falas.
 Gabriela C., 6.º A

Esta história tem momentos muito divertidos, como quando os guardas, a mando do rei, puseram um saco na cabeça do emissário. Gostei de assistir à representação porque todos os atores eram meus amigos e queria ver como se saíriam.
J. P. Mateus C., 6.º A

O que mais me surpreendeu foi o trabalho que os meus colegas tiveram, a decorar as falas, e o tempo (necessário) que dedicaram aos ensaios. Todos eles conseguiram controlar os nervos e tiveram coragem de apresentar a peça em público, o que eu teria dificuldades em fazer!
Nicole C., 6.º A

Gostei de assistir à representação porque havia algumas partes divertidas e a peça estava bem representada. Os meus colegas conseguiram decorar o texto todo e, por isso, tiveram de mostrar muita responsabilidade. Também gostei do trabalho do meu colega responsável pela música, sabia quando eram os momentos certos, para isso é preciso estar atento!
 Carolina V., 6.º A
                               

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Outono em Festa!



Durante a última semana de outubro, os alunos celebraram o outono, a época de colheitas e o reavivar de costumes ancestrais. Realizaram várias atividades centradas na planta rainha desse mês (sobretudo no seu fruto), a abóbora. O desenvolvimento deste projeto resultou da articulação curricular e do trabalho colaborativo entre a BE e os professores de Português, Ciências Naturais, Educação Especial, EMRC, Inglês e Apoio ao Estudo com turmas e alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclo, valorizando assim os saberes e as experiências de todos. 

Nas aulas de Ciências Naturais, com o apoio dos seus professores,  Eugénia C. e  Isidoro R., as turmas do 2.º ciclo tiveram oportunidade de desenvolver uma metodologia experimental com a experiência de deteção de amido nos alimentos, nomeadamente na abóbora, na batata e no nabo, a partir da observação da reação do iodo ao amido. Os alunos de 6.º ano verificaram, ainda, a importância da abóbora na Dieta Mediterrânea e o seu contributo para uma alimentação completa, equilibrada e variada. Nas aulas de Matemática, as abóboras moranga e outras variedades envolveram-se em problemas e os alunos souberam encontrar soluções!




 As Três Abóboras (adaptada da obra Teatro às três pancadas de António Torrado), com o apoio precioso do aluno Duarte F. e do seu professor de AVD, prof. Álvaro A. para a confeção da abóbora milagreira. Todos os alunos da turma dedicaram-se à memorização do texto dramático e aos ensaios, com muito empenho, e conseguiram apresentar a peça a todas as turmas do 4.º, 5.º e 6.º anos e respetivos professores, que se mostraram deliciados com a representação. A dramatização deste conto trouxe, para esta celebração, o prazer de ver e ouvir histórias antigas e universais da tradição oral que atravessam gerações.
A turma do 6.º D, desafiados pela sua professora de Português Paula C. e pela PB, prepararam a  dramatização da peça


Na BE, os alunos do 6.º ano responderam, com o apoio da Equipa da BE, a perguntas sobre a origem da abóbora, as variedades conhecidas e consumidas em Portugal e a sua ligação à festa do Hallowe'en, no âmbito da literacia da informação, a partir da leitura, seleção e registo de informações essenciais dos documentos expostos na BE sobre essa planta.

Os alunos e professores de educação especial trouxeram para a comunidade escolar a confeção do famoso doce de abóbora e o jogo da Horta das Abóboras que conheceu muito sucesso e levou muitos alunos da escola a participar durante os seus intervalos.