sexta-feira, 15 de março de 2019

Projeto "Nosso Mar": a Masseira Ancorense



"A masseira ancorense é um projeto de identidade local que recupera as tradições e que possibilita a existência de um exemplar deste tipo de embarcação no Portinho de Vila Praia de Âncora, em condições de navegabilidade, constituindo-se património de referência para a vila, em geral, e para a comunidade piscatória, em particular. Trata-se de uma iniciativa do NUCEARTES (Núcleo de Estudos e Artes do Vale do Âncora).
Segundo os autores do livro A Masseira Ancorense, Brito Ribeiro e Celestino Ribeiro, apenas foi possível "graças à generosidade dos carpinteiros da velha Gontinhães…" que se "dispuseram de forma voluntária a trabalhar…"


A BE recebeu o presidente do NUCEARTES, Sr. Brito Ribeiro, na manhã de quinta-feira, dia 14 de março, para a apresentação do livro sobre a embarcação ancorense aos alunos das turmas do 6.º D e do 8.º A.
A masseira ancorense suscitou muito interesse juntos de todos os alunos. Descobriram a origem  e as tradições das gentes do Portinho da Lagarteira
O Sr. Brito Ribeiro explicou a singularidade e as especificidades da embarcação (a forma do casco, o leme, a importância da vela...) e divulgou um pequeno documentário muito interessante sobre a masseira ancorense que cativou a atenção de todos os alunos.
 a singularidade das marcas com que cada pescador identificava a sua masseira e alguma terminologia náutica. Estas sessões permitiram aos alunos compreender e valorizar a importância desse projeto de identidade local e de referência identitária.




segunda-feira, 11 de março de 2019

Convite à leitura!

A biblioteca escolar da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora acolheu, a 22 de Fevereiro, a contadora de história Inácia Cruz para a apresentação da obra “Um Chá Não Toma Um Xá".
Num momento de grande expressividade, os alunos foram encantados na condução do seu imaginário, guiado pelas personagens que sustentam a história.
Um Chá Não Toma Um Xá... fala de Bahabur, um simpático Xá que vive num palácio com uma cozinheira mandona, a Isolda, um criado meio medroso, o Malaquias, e dois divertidos esquilos. 
A perda de um precioso botão de punho em forma de caravela é o mote para aventura dos jogos de linguagem, trabalhando conceitos que complementam as competências linguísticas dos alunos do primeiro ciclo do ensino básico.
O convite à leitura deste livro é assim um poderoso elemento pedagógico de suporte à aprendizagem, preenchendo o espaço de exploração de palavras homófonas e homógrafas, entre outras razões literárias, levando as crianças à diferenciação do sentido de vocábulos semelhantes do ponto de vista gráfico e/ou fónico. 
Um Chá Não Toma Um Xá... foi assim um momento único onde o saber, o fazer, o ler e o compreender se conjugaram na arte expressiva de representar, valorizando o papel do livro e da ação da biblioteca em contexto escolar.  
                                                                                                             JCR| GabCom
                                                                                                             

Projeto "Nosso Mar": ciclo de conferências

O ciclo de conferências, no âmbito do projeto Nosso Mar, trouxe à Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora a comunidade, numa parceria estreita entre o Agrupamento e o Município de Caminha, através da Biblioteca Municipal.
 Com obras publicadas que vincam a expressão da vocação marítima local, Aurora Botão Rego, Domingos Vasconcelos e Celestino Ribeiro, partilharam com alunos do 1º Ciclo ao Ensino Secundário os saberes que sustentam a sua produção. A 7 de fevereiro, na parte da manhã, Aurora Botão Rego marcou o arranque deste ciclo de conferência com a temática Fortes (Forte da Lagarteira e Forte do Cão). Aos alunos do 8º ano do terceiro ciclo do ensino básico, feita a diferença entre forte e castelo, foi esclarecido o enquadramento que levou à construção dos fortes costeiros, à sua tipologia, muito relacionado com a entidade que geriu a sua construção, não esquecendo a sua guarnição. A identificação dos lugares de ocupação demográfica e a posterior migração da população para as zonas mais costeiras, revelou-se um elemento de importância face à perceção que os alunos têm da ocupação atual do território local. Mais intrigante foi constatar a existência de registos de ações de pirataria e de captação de escravos por estas paragens. No mesmo dia, no período da tarde, Domingos Vasconcelos trouxe as embarcações de pesca aos 7º e 9º anos do terceiro ciclo do ensino básico. Percorrendo a importância dos portugueses pela sua afoita e intrépida ousadia de desafiar o mar, marcando toda uma época em que Portugal se afirmou de forma única no mundo, até à navegabilidade pensada na pesca, em geral, e, particularmente na pesca local. A masseira ancorense, inspirada na gamela galega, foi protagonista, assumindo-se como uma referência nos pescadores que corporizam uma classe caraterística de Vila Praia de Âncora. Domingos Vasconcelos percorreu ainda a história de ocupação do Vale do Âncora e a situação particular do Portinho de Vila Praia de Âncora, estrutura central na atividade piscatória e na comunidade ancorense. A 8 de fevereiro coube a Celestino Ribeiro partilhar com os alunos do 1º ciclo do ensino básico a “Experiência de vida do pescador”, versada na pesca do bacalhau no tempo da frota branca. Com emoção e citações de uma experiência marcante e de um registo agreste, impensável até aos olhos das realidades atuais, os alunos foram ondulando o encrespado mar de uma pesca que só a brandura poética consegue amainar. Do frio gélido da solidão, marcado por barcos de um homem só, os famosos dóris, passando pelo peixe que é ainda desconhecido de muitos, dada a realidade do bacalhau salgado e seco, tão característico do nosso país, de tudo se fez uma conversa que procurou o esclarecimento, dando resposta à curiosidade dos alunos. Dada a dimensão do projeto Nosso Mar e a sua influência no espaço da Escola Básica e Secundária do Vale do Âncora, este ciclo de conferências contou com um cenário identitário da pesca, tendo sido integrado nos espaços de acesso à Biblioteca Escolar, elementos reais e imagens que retratam a faina e a interação social na classe piscatória. 
JCR| GabCom





sexta-feira, 8 de março de 2019

Educação ambiental: a água, um recurso precioso



No âmbito da educação ambiental e da educação para a cidadania, foi promovida na nossa BE, uma atividade centrada na importância da água, no dia 16 de Janeiro de 2019. A sensibilização e a valorização deste precioso recurso natural centrou-se na obra “O Senhor Ribeiro e o Guarda-Rios” da autoria de Pedro Seromenho, com ilustrações de Sebastião Peixoto, editado pela Paleta de Letras. Esta obra integra um projeto aprovado pelo Ministério do Ambiente, em resultado de uma candidatura apresentada pela Águas do Norte, em parceria com o Município de Caminha.

Na presença da Sra. Vereadora da Educação da Câmara Municipal de Caminha, Dra. Liliana Ribeiro, e da Sra. Eng.ª Cristina Rocha, em representação da empresa Águas do Norte, e com a participação de todos os alunos do 2º, 3.º e 4º anos, foi apresentada a obra de forma original pelo próprio ilustrador e pela voz da contadora de histórias, Paula Guimarães.
Nesta sessão, alunos, docentes e participantes puderam acompanhar Sebastião Peixoto no seu trabalho de ilustrador que realizou, a carvão, o retrato de um dos protagonistas, o pássaro despertador. Seguiram dessa forma original a apresentação da história pela voz da Paula Guimarães.
Impulsionados pela obra, os alunos participaram com muito interesse no debate sobre os seus hábitos de consumo de água nas sua rotinas de higiene que a Sra. Eng Cristina Rocha proporcionou. Foram sensibilizado para a gestão cuidada deste recurso natural essencial à vida, para a preservação da água.
A completar a estratégia pedagógica seguida nesta iniciativa, foi igualmente apresentada uma aplicação para telemóvel (smartphones) que visa a redução do uso de água, integrando um simulador de consumo e a visualização de alertas sobre comportamentos e atitudes a ter no dia-a-dia.
Este projeto contando com os recursos da BE, envolveu alunos e docentes e contribui de uma forma lúdica e pedagógica para formação integral dos alunos do 1.º ciclo, globalmente, e a formação ambiental, em particular. Foram oferecidos  exemplares do livro e a ilustração realizada por Sebastião Peixoto.






sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Escola Segura: internet segura e violência no namoro

Voltadas para o ensino secundário, decorreram duas ações de sensibilização sobre a violência no namoro.
Os dados atuais não negam estudos que já apontavam para o crescimento da violência no namoro. Segundo dados da UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta, integrado no estudo "Violência no Namoro 2019", em pré-adolescente e jovens, entre os 11 anos e os 20 anos, com uma média de idade de 15 anos, contam-se um aumento, em mais de 15% do número de perseguições, um aumento em mais de 19 % ao nível da violência psicológica, um aumento em mais de 5% na violência física, entre outros tantos dados alarmantes. 
 Urge, pelo infeliz elenco de estatísticas que vão justificando a evolução para a violência doméstica, ou para a violência sobre as mulheres, com resultados assustadores em Portugal, alertar, tão precocemente quanto possível, para os sinais de violência do namoro e para a certeza de que a sociedade civil está atenta e determinada a agir.
 Estas ações de sensibilização ampliam o leque de iniciativas, como a #NamorarMemeASério, da Secretaria de Estado para a Cidadania e a Igualdade, que visa identificar comportamentos violentos numa relação íntima. 
Com este conjunto de ações, numa estreita articulação e colaboração com o Núcleo da Escola Segura de Viana do Castelo, que se fez representar no feminino, é esperado um crescimento mais equilibrado e, sobretudo, mais informado, de todos os alunos, num ambiente comunitário de mais igualdade e harmonia.
Estas ações contaram com a participação das turmas A, B e C do 9º ano, 10ºA e 11ºA, da EBS do Vale do Âncora, acompanhadas pelos(as) docentes Helena B., Maria José M., Sónia T., Isabel R., José L., Álvaro A. e Dália L.. 

 JCR | GabCom

Escola Segura: internet e dispositivos móveis

tendo por foco os alunos do 9º ano de escolaridade da EBS do Vale do Âncora, as operacionais da GNR - Guarda Nacional Republicana, desenvolveram um conjunto de três ações de sensibilização tendo como elemento central a utilização do telemóvel e da internet. Os problemas relacionados com as potencialidades dos diferentes equipamentos e da internet em si, hoje com alcances inimagináveis, acumulam situações de perigo que urge identificar, numa ação preventiva, para que não seja necessária a atuação policial para a resolução do problema já instalado. A privacidade assumiu-se central nesta abordagem dado o incomensurável número de aplicações diariamente instaladas nos telemóveis e que solicitam acesso a diversos dados, como os contactos. Por outro lado surgem os riscos associados à geolocalização que determinam a partilha da localização pessoal com terceiros ou o registo de hora e local nas fotografias tiradas com o telemóvel e rapidamente partilhadas nas redes sociais. As compras online e a partilha de ficheiros cujo download fornece o IP do próprio, deixando-o também, por essa via, localizado, aliada a outras questões de suscetibilidade comum à idade dos alunos, não foram esquecidas e espera-se que delas resulte uma melhor proteção de todos. 

 JCR | GabCom

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Biblioteca da EBS do Vale do Âncora recebe importante oferta

A Associação de Pais e Encarregados de Educação das Escolas do Vale do Âncora levou recentemente a cabo uma campanha de angariação de fundos com o objetivo de adquirirem livros para oferecer à Biblioteca Escolar da EBS do Vale do Âncora. A campanha decorreu entre o mês de dezembro e janeiro e contou com a adesão de toda a população conseguindo assim um valor total de 510 euros. Este valor foi revertido em livros de leitura recomendada para o 1º, 2º e 3º ciclos, de forma a que mais alunos possam ter acesso a estes recursos educativos. As Bibliotecas Escolares do Agrupamento agradecem a importante oferta da APEVA, que muito vem enriquecer o nosso fundo documental.