segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

As aventuras do Neblina Branca (inspiradas de um excerto de "A máquina de fazer palavras" de José Vaz)

 - Mas afinal, onde estou eu? Por que razão vim cá parar? E onde estão os outros barquinhos? – interroga-se o barquinho, muito assustado. Nem ele próprio sabia responder às suas dúvidas… Até que, de repente, lhe apareceu uma gaivota e esta disse-lhe que estava no mar alto e que teria que percorrer muito caminho para chegar a terra. O Neblina Branca sentia-se triste e muito sozinho. Nem aquela gaivota lhe fazia muita companhia… Andou à deriva cerca de meio ano e, na maré vaza, junto a uns rochedos, eis que lhe surge uma barca, ainda desequilibrada, vinda do meio da ondulação. Florinda, ainda a recompor-se daquela turbulência, fica presa no meio do rochedo. Neblina Branca aproxima-se e presta alguma ajuda àquela barquinha, tornando-se amigos. Desejosos de regressar a casa, navegaram pelo mar alto. Este estava agitado e não dava tréguas aos dois amigos. Estes, uniram-se pela mesma razão e venceram esta tremenda ondulação, mas, no meio das ondas, avistaram um enorme tubarão. - Neblina, temos que ter calma! Os dois havemos de conseguir vencer este rei dos mares! - Mas como? Acho que vamos ser comidos! Neblina estava aflito e muito desesperado com esta situação. Atormentado, ouviu umas palavras de consolo de Florinda e sentiu-se mais forte e valente, disposto a regressar a casa com a amiga. O caminho era longo, pois só teriam que vencer o tubarão. Foi uma luta cansativa, mas os dois barquinhos saíram daquele lugar, embora assustados e sujos, de regresso a casa. Subitamente, a gaivota lhes aparece e indica-lhes o caminho mais curto para chegar à terra do Shrek. Alguns dias depois, após aquela inesperada aventura, os dois amigos formaram uma família feliz.  (texto coletivo do 5.ºC)
                                     

   Sozinho no alto mar, Neblina Branca sentiu-se confuso, pois se apercebera que havia ficado isolado naquele mar imenso. Olhou, olhou e ninguém estava por ali perto. Com medo de naufragar, navegou sem parar, para tentar encontrar terra, mas, a certa altura, uma gaivota, que flutuava numa onda, aproximou-se do barquinho e este, assustado com o chapinhar dela, fugiu dali e refugiou-se numa onda.
    Por ali andou muito tempo e fez uma grande amizade. Até se divertiram imenso… surfaram, brincaram às escondidas, avistaram um navio e fizeram uma outra nova amizade com um pequeno peixinho. Chamava-se Zuky e era muito mexido e divertido. Era uma simples sardinha, brilhante e simpática.
  Dentro daquele navio, ouviu-se falar numa ilha tropical, no continente americano. Como era muito perspicaz, a onda Luna entendeu que a embarcação se dirigia ao Havai. Foi aí que pensaram seguir o trajeto do navio. Apesar da agitação do mar ser uma constante, Luna sempre protegeu o Neblina Branca. E, onda após onda, os três amigos chegaram ao Havai.
    Era uma ilha fantástica. Havia muitas palmeiras, cocos e estava repleta de gente, vinda de muitos lados. Neblina Branca despediu-se da onda e esta regressou ao alto mar. Só ali ficara o peixinho e o barquinho. Atraído por uma minhoca, o peixinho foi infelizmente pescado por um homem alto e esguio, que trazia a família para aquele lugar. Nuno, o filho mais novo, ficara deslumbrado com o que vira na praia. O barquinho tentava fugir do menino, mas este lá o apanhou, levando-o para terra. Tanto Nuno como o irmão o levariam para casa e brincariam com ele.
   Aproximava-se a hora do jantar e, pela casa inteira, cheirava imenso a peixe. Nuno até nem gostava muito de peixe, mas toda a família gostava. Foi uma birra incrível, mas seu pai insistiu que o menino comesse peixe. E, quando ele reparou que o peixinho era o seu jantar, ficou desolado, trocando o seu prato pelo do irmão, questionando como o peixe tinha ido lá parar. (texto coletivo do 5.ºD)

   À deriva, Neblina Branca, sozinho no alto mar há uma semana, foi navegando em busca de um abrigo. Entretanto, anoiteceu e, apavorado, perseguiu a sombra da lua, pois estava uma noite fantástica de lua cheia. Ficou mais descansado, pois pensara que a sombra da lua o guiaria até uma ilha.
   De repente, vindo de dentro das ondas, um vulto luminoso surgiu à superfície da água e um reflexo brilhante tapara-lhe a visão. Era um leão-marinho, escuro, forte, com dentes afiados e uma mancha no peito. Ficou assustado com o bicho, que à sua beira mais parecia um monstro… e este, tão simpático e atencioso, acalmou-o e até se tornaram dois grandes amigos.
   Sempre bem-disposto e alegre, o leão-marinho convidou o barquinho para umas pequenas brincadeiras e este aceitou. Brincaram à apanhada, aos golfinhos e aos piratas… Foi muito divertido! Mas, subitamente, o vento soprou com muita força e a ondulação tornava-se forte, cada vez mais forte! Se não fosse o leão-marinho, o barquinho entrava num remoinho de água, tão forte que o sugava de uma só vez. Os dois acabaram logo com as brincadeiras.
   Muito cansados de lutar contra a força da água, seguiram viagem para terra. No dia seguinte, avistaram uma ilha enorme e deserta. Havia um areal imenso, uma palmeira, montes de pedras, restos de madeiras e alguns animais. Lá, o leão-marinho construiu uma casinha de pedra e um portinho. Os dois amigos habitaram aquela ilha e apoderaram-se dela como se deles já fosse. Viveram muito felizes, ao lado do povo japonês, sem nunca ter imaginado viver aquelas aventuras e ter viajado tanto com um amigo especial.                                              (texto coletivo do 5.º E)

Nenhum comentário:

Postar um comentário